MORRER DELINEA A VIDA
O que me assusta é a falta de fantasmas.
Uma sociedade que não acredita em nada apenas denuncia sua ausência existencial, um desvalor do que é vivo.
Então a vida, qual a morte é parte,não importa?
Temo que estando todos nós mortos nada assuste ou signifique o fim.
E que falar da jornada, estando no fim, esse mundo permeado por erros que são gratuitos, fazem-me perguntar porque teme-los, os meus erros, de apenas querer estar feliz através da sinceridade.
Então que será de uma geração que teme a verdade?
Talvez deveria perguntar porque temer uma existência que a teme, como se ela fosse apenas o fim e, não desse sentido a vida?
Misericórdia, portanto!
Serei eu, um dos mais miseráveis seres?
Pois sou assolado com a esperar em ansia como última redenção?
E, pior. Sinto vida apenas a cada desolação tão dantesca que me irmana a cada presídio infernal?
Pode ser apenas outro calvário, ou tomada de consciência.
E esta verdadeira metáfora do inferno em cada um de nós. E, através de tantos perdidos, por isso nos sentimos tanto errantes?
Tantos que impedem-me de morrer em paz.
Quer fazer então apenas de buscar, incessantemente, essa benção que meramente me alivia a existência transcendental, cansei de apenas, sem lógica,porque morrer?
Porque quando ela chegar terei a resposta de porquê vivi!
Está verdade chegue logo e que assim eu possa ser mais íntegro e viva com tal sentido de nunca mais deixar de transcender as meros medos limitantes.



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