O BELISCAR DA VIDA
Quem disse que estou vivo além do que o belisco me alertou. Carrego comigo como lembrança do afago materno, a cicatriz das suas garras encravadas em meu braço. Qual nem o sangue fez-me parar para ouvir o que já não mais queria escutar, afinal tantas coisas para entender no mundo e tanta vida a viver!! No entanto, este desejo do grande Outro ( neste contexto A Grande Outro), isso que quero deixar de me direcionar, ou ele que quer me deixar de o respirar como se fosse toda uma vida. Lacaniano determinante: que seríamos além do desejo do outro? Entretanto, meu anarquismo ama tudo que pode ser e não o que se propôs fácil. Teimo em não aceitar solenemente o determinismo imperativo. Mas ao não se bitolar, não se vence o desejo do outro e nem se vence a evidência da angústia… Seria melhor aceitar a lição da cicatriz que de tão tenra agora é um quase imperceptível “V” unindo as garras/unhas/alerta/lição de Vida? Afinal, no universo que somos cada um de nós,.em meio ao universo coletivo, apena...







