O não nomeado vira chorado
Se não há nome, o choro é um bálsamo. Alivia. Até traz uma sensação transcendental, mas creio que seja apenas o espírito tentando acolher a alma, para que essa não realize seu último suspiro.
Mas serve e continua, o choro, aguardando o nome do que doi e, onde se pode perguntar para que tamanho quebrantamento e, como a dor aberta, nomear para com isso evoluir do que dói é é feio em nós.
E, até mesmo sem nome, quando esse é trabalhado pode vir a ser codificado, e deste significante, um novo significado pode ser base para o que se especula curado, narciso sem se rende aos espelhos sedutores do egoísmo que nega que somos interdependentes.
Todavia, se nem chorado, torna-se sintoma e disso apenas somatizado. Pelo corpo se alastrado, distribuído a cada molécula do ar respirado assolando todo sistema.
No corpo, se refaz em marcas e em veredas adoecidas que, se de não nomeado, vai abrindo feridas, precariamente, cicatrizadas rasgando da garganta ao peito e até ao fio da alma, não nomeado, possivelmente, quando todo o choro secado, agora o corpo flagelado, boa a esmo, seca folha ao vento tórrido.
São significantes com significados necessitando de novos códigos a ser simbolizados do Eu no no Real de cada ser imaginante elaborado.
Caso contrário tais significados tornar-se-ão Real do Outro castrador. Nisso recompensas serão alienadas, e disso o espírito sufocado pelo choro da alma estrangulada, ensanguentado o corpo chicoteado, novo ciclo do significante agora viciado.
O retorno recalcado. Encontrando nas mesmas feridas, veredas em corpos pouco cicatrizadas retornado sazonais dores em perenes feridas.
É possível parar tal ciclo perverso, melhor masoquista, já que é em si infligindo?


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