VIVA TODA E QUALQUER DIFERENÇA, PARA VENCER O HOMEM EM MIM
O macho que ainda deseja reinar em mim, enoja-me e em sua repugnância e atuação queria que me enoja ou me transmuta-se como tão lindo quanto o encontro das pessoas que nascem em corpos errantes e acessam os seus desejos subjetivos e existenciais.
Enfim se me transmuta-se assumiria o erro da eugênica e alienada concepção da divisão da vida em sexos, assim eu não só puniria em seu modo de ver, ou noção de sobrevida doente, como os de mente escravocrata, aquela ainda contagia meu existir, como também humanizaria minha autoaceitação e, quiçá sensibilizaria aos que se esquecem de nossa única riqueza a diversidade.
Muito difícil é, ou sentir vida ao viver em corpo masculino. Nestes tempos parece um purgatório sem dor ou a tê-la por a fazer existir nos outros, por ser meu também, o desejo de transformar dor em amor e, este desejo que não se figurar em gozo, pois todo ato é uma ação de condenar pessoas ao escravo que almejo não chicotear em mim, pelo contrário, quero deixar de o sentir em minhas chagas, os libertar e os dar existência, pois o corpo que desejo libertar é onde resido e o desejo de gozo é o que não realizei e o prazer de transcender apenas viver, ora sobrevive, ou quase sempre, suspira por subsistir.
Um discurso atrasado a mais de quinhentos anos, o que ainda não nos libertamos é o que lembra-me que queria não existir em imerso a tanta dor alheia e por isso me isolo. Minha existência, ou consciência remontar a miscigenação ou a degradação dos escravizados. Queria apenas nem sentir, ao menos, as chagas dos invadidos e segregados de suas ancestrais dores.
Sabemos que entre os nossos nativos ensejavam perversos pesadelos de viver. Olha que não os chamei sonhos, pois sei que são pesados elos que nos une em ancestral desejo de coexistir ,harmonicamente, as diferenças. Estas que alegram o sentido da vida.
Penso que como a analogia, metáfora ou alegoria cristã onde o mais belo, pelo desejo de saber fora expulso, digo saber, porque poder o é, fora expulso das ordens, mesmo, suponho sendo tão belo, então amado mais que o filho primogênito é expulso. Cristo se torna de inimigo nosso e guardião de nosso desejo de divergir, pois existir é sinônimo de amar a vida e, não mais apenas desejar ser. Parece-me que Ele inaugura misericórdia ao entender que o erro não é desejar e sim administrar o que se deseja.
É como houvesse um erro no nosso DNA, o pecado. Algo que nos levasse ao erro e na consciência, precisa-se ser tomada como bússola, dessa âncora doentia. Assim o Cristo diz que amar seja o elo das diversidades serem guiadas.
Amar todas as formas de desejo, psiquê, alma ou consciência que a muito fora negada pelo inconsciente, pecado e religião, respectivamente, mas todos castradores da misericórdia do amor as diferenças que é nosso mais belo potencial, simplesmente por que todos somos únicos. Então podemos cada dia ser melhor do que os que nos precede.


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